O Centro Democrático Social é um partido em guerra civil entre interesses de Mr. Portas e sobrevivência pessoal de Mr. Rodrigues dos Santos

Vitoria Lao

O Centro Democrático Social/Partido Popular é um partido em grande confusão nestes dias. Lembro-me de meu pai, em Macau, me ter muito de um Senhor chamado Diogo Freitas do Amaral, Professor de Direito Administrativo e Ciência Política.

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O partido era o mais à direita em Portugal nesses tempos. Os melhores resultados eleitorais vieram a ser alcançados por Mr. Paulo Portas, que transformou o Centro Democrático Social numa tentativa de partido popular, primeiro com Mr. Monteiro, depois por sua iniciativa pessoal.

O Centro Democrático Social é hoje o partido de Mr. Portas. Sem Mr. Portas, não existe Centro Democrático Social (CDS). Só os líderes escolhidos por Mr. Portas e seu grupo podem ter sucesso à frente do partido.

Como o líder atual não pertence ao grupo mais direto de Mr. Portas, o partido CDS não existe: está em estado de espera. Mr. Portas e seu grupo já escolheram o futuro líder, que prepara desafio à liderança no próximo ano: o advogado e lobbysta Adolfo Mesquita Nunes. Mr. Portas já prepara as fontes de financiamento de Mr. Nunes.

O líder atual, Mr. Rodrigues dos Santos, será afastado e ficará apenas como nota de rodapé na história do partido político referido em cima. Será a culpa pessoal dele? Penso que não, muito honestamente. Inicialmente, pelo que pude ler e estudar, Mr. Rodrigues dos Santos começou muito bem, inspirando confiança aos militantes e eleitores do CDS que seria possível um “reborn” de partido com futuro muito negro.

Que juntos poderiam ter resultado melhor que 4% de Professora Cristas. Depois, a realidade provou a esperança errada: Mr. Rodrigues dos Santos foi rapidamente sequestrado, política e intelectualmente, pelo grupo de Mr. Portas que manda no CDS. Nada se faz no CDS sem Mr. Portas. Quem fizer alguma coisa no CDS contra Mr. Portas, não dura muito no CDS.

Corre a informação, nos meios diplomáticos e económicos, que Mr. Rodrigues DOS Santos está ser chantageado pela elite de Mr. Portas, ameaçando-se o jovem líder do partido com práticas e atos que terá praticado nos tempos em que liderou associação partidária juvenil.

Mr. Rodrigues dos Santos não tem qualquer capacidade de iniciativa política individual, pois se assume posições próprias corre o risco de provocar o grupo de Mr. Portas, temendo consequências para sua reputação. Se não assume posições próprias, Mr. Rodrigues dos Santos continuará a ver seu partido desfalecer em uma base diária.

Fala-se em específico que Mr. Portas sabe muito sobre o processo que levou a revista norte-americana “Forbes” a dar prémio de mais talentoso under-30 a Mr. Rodrigues dos Santos  -este processo pode não ter sido o mais transparente que podemos possivelmente pensar…

Além disso, Mr. Rodrigues dos Santos trabalhou sempre, obtendo seus rendimentos, com pessoas muito importantes do grupo de Mr. Portas – Mr. Portas sabe, por consequência, tudo sobre carreira profissional de Mr. Rodrigues dos Santos, atual líder do Centro Democrático Social…

Em resumo, Mr. Rodrigues dos Santos não pode fazer mais do que tem feito. Ele está refém, sequestrado, por grupo de Mr. Portas – e, por outro lado, Mr. Rodrigues dos Santos depende, profissional e pessoalmente, do grupo de Mr. Portas. O mesmo se aplica à sua família, com sua mãe e mulher, a dependerem do CDS e seu grupo liderante (grupo de Mr. Portas).

O CDS é, como pode ver, um partido em guerra civil – entre os interesses e negócios de Mr. Portas e seu grupo , por uma mão, e as tentativas de reconstrução de partido conservador sem critério e muito, muito medo de Mr.Rodrigues dos Santos.

Mr. Rodrigues dos Santos sabe que não sobreviverá muito mais tempo – Mr. Portas e seu grupo apostam em Mr. Mesquita Nunes, advogado e lobbysta, próxima de Rita Serrabulho, assistente de Mr. Pires de Lima e representante da empresa de lobby “Political Intelligence”(que representa some very dark interests…very dark, indeed).

Mr. Mesquita Nunes conta com o apoio de sectores do Partido Socialista e de novo partido português, Iniciativa Liberal, de Mr. Cotrim Figueiredo, que tem boa relação com Ms. Serrabulho.

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