JERUSALÉM, CAPITAL ETERNA DE ISRAEL.

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Entender mais e mais sobre a importância de Jerusalém para a história, as pessoas e algumas religiões, especialmente o Judaísmo é, hoje, crucial.

Pesquisar, atualmente, é fácil, pois há diversos meios virtuais que nos dão informações em um clique. Entretanto, não era algo em leitura pronta que me aguçava a procura, mas sim vinda de alguém que vive diariamente em contato com a realidade que buscava para o “start”.

E, como é dito popularmente “quem tem amigos tem quase tudo”, recorri ao meu querido amigo e mestre Pastor Constantino Ferreira, a quem devo tamanha disponibilidade.

E, assim, ao chamamento, respondeu-me o Professor, conforme segue:

Quando o propósito é falar sobre Jerusalém, a Capital eterna de Israel, socorro-me basicamente de informações das Escrituras Inspiradas e Históricas.

A Promessa de Deus

Comecemos com Abrão, c. 2000 a.C., que morava no sítio do Jardim do Édem, entre o rio Eufrates e o Tigre, hoje Iraque (Gén. 2:14). Certo dia, deslocou-se para Harâ, na Síria, com a família. Ora, o SENHOR tinha um propósito para Abrão e um dia disse-lhe: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei, E far-te-ei uma grande nação, e te abençoarei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” (Gén. 12:1-2). Abrão obedeceu à chamada do Senhor e saiu da sua terra confiando na direção divina.

E Abrão passou por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam então os cananeus na terra. E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti (Gén. 12:6–10). Agora estava em Canaã.

Mais tarde, Deus falou com Abrão e disse-lhe que o seu nome passaria a ser Abraão porque seria pai de muitas nações. E o informou que lhe daria aquela terra e à sua descendência em possessão perpétua, com base numa aliança estabelecida entre ambos (Gén. 17:5-8). Abrão significa pai grande, mas Abraão é pai de uma multidão, que são os filhos de Isaque, os hebreus, e de Ismael, os árabes.

Após a morte de Sara, sua esposa, Abraão teve necessidade de adquirir um espaço em Hebrom para a sepultar. O preço daquela terra era de quatrocentos siclos de prata, e Abraão pesou essa prata e a entregou por aquele espaço. Abraão tomou assim posse da primeira parcela da terra prometida (Gén. 23:12-17).

Isaque, seu filho, ouve também a voz de Deus renovando a Sua promessa desta forma: “Peregrina nesta terra porque serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras e por ela serão abençoadas todas as famílias da terra. (Gén. 26:2-4).

Jacó, filho de Isauqe, chegou a Salém e armou ali a sua tenda, onde a promessa é repetida. Mais tarde viria a comprar parte daquele campo por cem peças de prata. E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel (Gén. 33:18–20). Salém + Jeru dá Jerusalém, ou ‘cidade de paz’. Mais tarde, neste local viria a ser edificada a cidade que seria a Capital Eterna de Israel.

Temos agora um intervalo de novecentos anos, que incluem quatrocentos anos no Egito, seguidos pela libertação por Moisés e a condução por Josué até à Terra prometida por Josué, cuja peregrinação durou 49 anos, e chegamos a David.

A Capital Eterna

David, c. 1000 a.C. é ungido rei de Israel. Então disse o SENHOR a Samuel: “Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei” E o profeta Samuel assim fez. (1 Sam. 16:1,13).

Então, David procura um espaço para edificar um altar a Deus e dirigiu-se a Araúna com a sua proposta. Araúna dispôs-se a oferecer-lhe o necessário para o seu culto, mas David preferiu pagar o justo preço pelo pedaço de terreno, que servia de eira, e dois bois, pela quantia de cinquenta siclos de prata (2 Sam. 24:20-24). Estavam comprando a terra prometida aos pedaços.

E sucedeu que no ano 480, após os filhos de Israel saírem do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão, filho de David, começou ele a edificar o Templo do SENHOR naquela localidade, que se chama Jerusalém, o qual demorou treze anos a construir (1 Reis 6:1 e 7:1). Depois do Templo, as construções continuaram até se tornar uma grande cidade, a Capital Eterna de Israel.

Passados cerca de 400 anos, começou o cativeiro de Israel, o qual aconteceu por três fases. A primeira aconteceu no reinado de Jeoacaz, rei de Israel, no ano 606 a.C. A segunda teve lugar no reinado de Joaquim, no ano 597, e a terceira aconteceu no reinado de Zedequias, em 586 a.C. Por causa do pecado de alguns, todos foram levadas cativos à Babilónia.

E chegamos à época do regresso de Israel à sua Terra, cuja capital é Jerusalém, igualmente por três fases. A primeira aconteceu sob a orientação de Zorobabel no ano 537 a.C.   A segunda teve lugar pela ação de Esdras no ano 457 a.C. E a terceira aconteceu pela orientação de Neemias no ano 445 a.C.  Após a sua chegada, dirigiram-se a Jerusalém, sua capital eterna, para a devida reconstrução, em primeiro lugar, do Altar e do Templo.

A Dispersão Hebraica

O general romano Pompeu, em 63 a.C. invadiu e tomou Jerusalém, iniciando assim a dominação romana sobre a terra de Israel. A opressão romana aumentava gradualmente sobre os judeus, sobretudo com agravamento de impostos para construir castelos e palácios, o que provocava grande descontentamento entre os cidadãos. Por isso, aconteceram várias revoltas em busca de libertação, até que em 66 d.C. aconteceu uma revolta total a favor da libertação. Mas as legiões romanas, lideradas pelo general Tito, muito superiores, arrasaram Jerusalém e seu Templo no ano 70 d.C., e expulsaram os hebreus da sua terra, que se dispersaram pelas províncias do império romano e passaram a viver em comunidades, a fim de conservarem a sua tradição cultural, religiosa e política.

Os hebreus não perderam a visão de um Estado Hebraico, que veio a acontecer por decisão de influentes pensadores hebreus no século XIX. Theodor Herzl foi o fundador do Movimento Sionista, a partir do seu livro ‘O Estado Judaico’ em 1896, ano da sua tradução. E David Ben Gurion foi um líder do Movimento Sionista que incentivava os hebreus a regressarem à sua terra prometida.

A Declaração de Independência do Estado de Israel foi assinada a 14 de maio de 1948, em Telavive. A partir da II Guerra Mundial (1939-1945), devido à forte perseguição e ao holocausto Nazista, o projeto sionista ganhou forma e força política. Então, em 1948 foi iniciado o regresso dos judeus à sua terra prometida, e David Ben Gurion foi o seu primeiro Primeiro-Ministro.

O regresso de judeus à sua terra continua sem cessar, e Jerusalém é a sua Capital Eterna.”

Gratidão, Professor, por tanto ensinamento.

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