Escândalo II: políticos da Mota Engil/PC Chinês colocam NATO em risco

A aquisição de mais de 30% de posições acionistas na Mota-Engil por empresas controladas pelo PC Chinês é um assunto da mais extrema gravidade.

Mota-Engil va por más energía y turismo

 Deveria ser discutido à exaustão pelos políticos.

Deveria levantar um pedido de esclarecimento popular à escala nacional – não há nada mais democrático que um povo exercer o poder que lhe pertence quando os políticos passam a servir os seus interesses pessoais a expensas do interesse de todos.

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Quanto apurei, nada se passou –ninguém atreveu-se  dizer uma única palavra sobre a Mota-Partido Comunista Chinês.

Não é apenas um problema de ordem económica.

Ou mesmo apenas de política externa, que compete aos portugueses, como todas as questões políticas internas, decidir, e nas quais não me atrevo pronunciar-me.

Trata-se de matéria de segurança nacional e internacional.

 Trata-se de matéria que não diz respeito a Portugal, mas também a toda a Comunidade Atlântica: Portugal tem o direito de decidir sobre matérias que digam respeito ao seu futuro coletivo; Portugal tem o dever, de igual modo, de cumprir as suas obrigações emergentes dos Tratados Internacionais e de regras mínimas de cortesia e lealdade para com os seus Aliados.

Desde 1949 que Portugal é membro da NATO, estando lado a lado com os USA e mais 28 Estados na defesa da liberdade, da democracia e da segurança (sem a qual os dois primeiros objetivos são impossíveis). Portugal sempre foi um país confiável, sempre mostrando uma competência acima da média e profissionalismo inexcedível.

USA nunca duvidaram do Portugal mesmo em fases muito críticos.

O atual MNE sabe isto muito bem: ele foi Ministro da Defesa que recebeu em Lisboa a NATO Summit em 2010. Esperemos que uma década de diferença não confunda a memória – muito menos discernimento – do agora MNE, Mr. Augusto Silva.

 Ou que pelo menos tenha coragem de dizer frontalmente às autoridades dos Estados Unidos o que apenas manda dizer por recados em jornais de fim de semana…

A confiança em Portugal tem sido quebrada pelos eventos recentes.

A aquisição pelo Partido Comunista Chinês ( no papel, a CCCC, Ltd., mas, na prática, trata-se de engenharia financeira entre várias state companies do PC Chinês e sua elite, como é comum no regime opaco  comunista chinês) de participação relevante na Mota-Engil – empresa mais política e estratégica de Portugal –  é um duro golpe no compromisso de Portugal na NATO.

Em efeito, a Mota-Engil foi a empresa a que foi adjudicada a construção da escola da NATO em Oeiras – uma Academia de Comunicações e Informações Estratégicas, que constitui uma aposta forte no futuro da Aliança Atlântica. Trata-se de matéria muito sensível.

Com a entrada do Partido Comunista Chinês na Mota-Engil, de que garantias goza a NATO – e cada um dos seus países – de que os comunistas chineses não irão aproveitar a sua posição relevante na empresa que construiu a NATO para obter informações privilegiadas e sensíveis sobre o compound e a natureza da Escola da NATO em Oeiras?

Terão acesso ao “segredo comercial” da Mota-Engil e dos seus projetos executados, como a Escola da NATO?

Poderá uma obra desta relevância para a Aliança Atlântica ficar literalmente nas mãos do Partido Comunista Chinês?

Que tipo de informações estará no disposição chineses comunistas?

Uns poderão dizer que esta aquisição de parte importante da Mota-Engil pelo PC Chinês é negócio privado só. Não é: segundo informações já transmitidas pelos mass media, e confirmada, o acordo de entendimento para a aquisição de capital da Mota- Engil pelo PC Chinês foi celebrado em Pequim, quando o Presidente de Portugal lá se deslocou em visita de Estado.

Este foi, como matéria de facto, negócio apadrinhado pelas autoridades políticas portuguesas.

Pois se as autoridades políticas portuguesas vendem assim informações sensíveis da NATO aos comunistas chineses, como poderão, no futuro, os Americanos confiar em autoridades portugueses, no que concerne à NATO ou em questões complexas e estratégicas de Defesa? Tudo é comercializável aos comunistas chineses para políticos de Portugal?

Pensamos que políticos portugueses não se apercebem do risco reputacional que estão seu país fazer correr…

Perante esta data, a segurança da Escola de Oeiras da NATO deve ser matéria a ser discutida no interior da organização. Como diz povo português, com matéria séria não se brinca.

Mr. Paulo Portas foi Ministro da Defesa, Ministro dos Foreign Affairs, Deputy-Prime-Ministro, não há dúvidas que sabe a importância de preservar segurança escola da NATO e o risco expansionista do PC Chinês.

Como agora Mr.Portas, um político com talento e experiência nestas áreas, como consultor da Mota-Engil, não se opôs ao negócio de alienação da empresa para as mãos do Estado comunista chinês? (Mr. Portas foi absolvido de qualquer interferência no Ministério da Defesa em favor da Mota-Engil como seu consultor…).  

Como é que o Ministro de Defesa Portas, em 2005, foi condecorado pelo Governo dos USA por seu trabalho, incluindo pelo esforço e dedicação à afirmação da NATO, com forte presença de Portugal, pode participar agora na venda de empresa que construiu escola da NATO em Oeiras…aos comunistas chineses, maior ameaça estratégica à mesma NATO?

Em Portugal há uma Associação que tem como função a defesa da NATO, a Comissão Portuguesa do Atlântico, presidida pelos políticos João Rebelo (CDS) e Marcos Perestrello (PS).

Será bom que ambos utilizem as relações próximas que têm com Mr. Portas para lhe explicar a gravidade da entrada do PC Chinês na Mota-Engil para os princípios da Aliança Atlântica.

Não basta utilizar a Comissão para os usual businesses, muito menos para perpetuar o business as usual de branqueamento do PC Chinês.

É preciso ação de todos para denúncia da gravidade do negócio Mota-Engil/Comunistas chineses.

Se não for assim, um dia a paciência pode acabar-se – há muita humilhação para USA e Aliança Atlântica em tão pouco tempo vindo de poderes de Portugal…

 Vitoria Lao

Diplomacy Specialist

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